Energia Elétrica terá aumento a partir junho de 2018.

A partir do dia 28 de maio as contas de energia elétrica estarão mais caras. Isso porque a Agência Nacional de Energia Elétrica (ANEEL) autorizou um aumento de mais de 20% para a região Sudeste e, em Minas Gerais, o reajuste foi acatado pela Cemig. Além dessa diferença, a tarifa de energia de maio terá o acréscimo de R$ 1 a cada 100 kWh consumidos já que a agência definiu no final de abril que a bandeira tarifária de maio é amarela em razão do fim do período chuvoso.

O professor universitário e economista, Aluízio de Barros, afirma que esse aumento não deve parar por aí. “A má notícia é que a tarifa vai continuar aumentando porque estamos apenas iniciando o período da seca. Seria bom se o governo de MG tivesse condições de reduzir o ICMS sobre a energia elétrica para atenuar o aumento do custo de produzir energia”.

Alternativas

Diante de tantos aumentos, alguns consumidores têm optado por energias alternativas. Um exemplo é o sistemafotovoltaicos. A mestre em engenharia de energia e responsável técnica da Solarmig, em São João del-Rei, Priscila do Carmo Azevedo, diz que o sistema pode significar uma redução de até 90% no valor da conta de energia. “Ele instala o sistema em sua casa e paga para a Cemig somente o custo de manutenção. É a mesma taxa que o proprietário tem que pagar para a concessionária quando o imóvel fica vazio”, afirma.

Priscila explica ainda que caso a geração de energia fotovoltaicas for superior ao consumo do local, o proprietário poderá passar o excedente para um outro imóvel. Mas é necessário deixar claro que isso só pode ocorrer se as duas casas, desde que esteja no Estado de Minas Gerais, estiverem no nome da mesma pessoa. Caso ele não tenha, ele pode ficar com o crédito acumulado que poderá ser utilizado em cinco anos”, explica.

A representante da empresa fotovoltaica explica ainda os custos para a instalação do equipamento. “Tem sistema para gerar em torno de 160kWh com o custo de R$9 mil e os valores aumentam de acordo com a necessidade do consumo. Normalmente em uma casa se consome em média 240kWh, para esse tipo de instalação o custo seria em torno de R$12 mil”, afirma explicando que nesse tipo de instalação não existe necessidade de troca de encanamento até porque a energia gerada é conectada diretamente no quadro de distribuição de cargas.

O retorno do valor investido, ainda segundo Priscila, para a geração de 160kWh dever ser em torno de 5 anos e a medida que a geração de energia é maior como a de 240kWh a previsão de retorno é de 4 anos. Ela afirma também que além dessas vantagens, o sistema é sustentável e não atinge o meio ambiente já que tem como fonte a luz solar.